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Contradição dos teólogos da CPAD (ATUALIZADO)




Resolvi atualizar essa postagem, vou diferenciar a atualização com letras vermelhas. 

A casa publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) em sua edição de número 57, ano 35, do manual do obreiro resolveu abordar o tema dos Dez Mandamentos. Ela trouxe dez artigos que refletem os princípios norteadores dos mesmos, aplicando-os ao nosso dia-a-dia e contexto atual.
Os artigo foram elaborado por dez teólogos ligados à CPAD. Eles ficaram estruturados da seguinte forma:
1.      “Não terás outros Deuses diante de mim”. César Moisés.
2.      “Não farás para ti imagem de escultura”. Ciro Zibordi.
3.      “Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão”. Carlos Eduardo Neres Lourenço.
4.      “Não matarás”. Germano Soares.
5.      “Honra a teu pai e a tua mãe”. Jamiel Lopes.
6.      “Não furtarás”. Abiezer Apolinário.
7.      “Não adulterarás”. Anísio Nascimento.
8.      “ O dia de descanso e adoração”. Brian Schwertley.
9.      “Não cobiçarás”. Thomas Watson.
10.  “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”. Israel Boniek.
Num resumo geral, todos os artigos defendem a vigência dos dez mandamentos de Deus entregues a Moisés no Monte Sinai (Ex 20.1-17), com apenas uma mudança, a do dia de descanso, o quarto mandamento. É justamente esse o grande ponto de contradição dos teólogos. Ao tentarem defender a vigência dos dez mandamentos para a Igreja, eles acabam por se contradizer por completo, quando revogam um dos dez. A contradição ocorre principalmente porque para se defender a vigência dos dez mandamentos, a Lei tem que ser confirmada, como está escrito em Rm 3.21 – “Anulamos a Lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes confirmamos a Lei”. Mas para revogar um dos dez mandamentos, a lei tem quer ser revogada. Como isso não é possível, visto que Jesus disse que não veio revogar a Lei (Mt 5.17-20), a saída seria substituir o quarto mandamento e pôr outro em seu lugar. O problema é que em nenhuma parte das Escrituras Sagradas nós encontramos essa substituição, feita por Jesus ou seus apóstolos. Acompanhe atentamente e, perceba as claras contradições teológicas desses grandes homens de Deus, ao buscarem defender a Verdade.
No primeiro artigo, “Não terás outros deuses”, Pg 15, o Pr César Moisés, chefe do departamento de Educação Cristã da CPAD, afirma: 
O cristianismo primitivo continuou sendo influenciado significativamente por sua origem judaica, os seguidores do Caminho (At 9.1,2; 19.9), perseveraram na doutrina dos apóstolos (At 2.42) que, certamente, baseava-se na Torá (cf. At 24.14), e nos ensinamentos transmitidos oralmente pelos discípulos de Nosso Senhor Jesus Cristo (At 20.35)”. E logo mais à frente completa: “Outra dimensão desse assunto que não pode deixar de ser percebida, é que Jesus não aboliu a lei, antes veio completá-la, torná-la perfeita, realizá-la, preenchê-la e fazer com que ela alcançasse o fim para o qual foi designada (Mt 15.17-20)”. 
O Pr Cesar Moisés destaca ainda, na Pg 21, que costuma-se dizer que Jesus “tornou a Lei mais difícil, assim o novo direito divino se reduziria em uma radicalização da Torá. Tal concepção é simplista pela simples razão de que o cristianismo não modificou a concepção de Deus do povo de Israel”. (grifo meu).
E completa a sua magnifica defesa dos dez mandamentos, Pg 22, citando Joachim Jeremias, o qual explica que a aparente incompatibilidade da Lei em relação ao Evangelho acaba quando os cristão compreendem a diferença entre a Torá escrita e a Torá oral. A Torá oral, chamada de halakhah é obra dos escribas, que seguiram a tendência de atribuir-lhes a mesma autoridade que a Torá escrita. Jesus rejeitou radicalmente a halakhah por ser obra humana (Mc 7.6-7) e está em contradição com os mandamentos de Deus (Mc 7.8) e confirmou a Torá escrita em Mt 5.17.
Já no segundo artigo, “Não farás para ti imagem de escultura”. Ciro Zibordi começa destacando justamente o oposto do primeiro. Assim se expressa o Pr Ciro em relação ao Decálogo: 
Segundo o Novo Testamento, a lei revelada por Deus a Moisés perdurou até a vinda de Jesus ao mundo (Lc 16.16; e 2Co 3.7-8). Embora os destinatários originais do Decálogo - um resumo da lei mosaica - sejam os israelitas (Ex 20. 1-2 e Dt 5.1-6), nove dos dez mandamentos foram repetidos para a Igreja, à exceção da guarda do sábado, transmitida exclusivamente a Israel e aos estrangeiros que posteriormente habitaram com ele na mesma terra (Ex 31.13 e Dt 5.13.15)”.
Perceberam que o Pr César defende a vigência completa dos dez mandamentos para a Igreja ENQUANTO QUE O PR CIRO DESTACA A VIGÊNCIA APENAS DE NOVE. Acho que esses teólogos elaboraram seus artigos sem estarem completamente inteirados do que os seus colegas estavam escrevendo, pois o Pr Brian Schwertley, ao contrário de Ciro defende a vigência do quarto mandamento, assim não são nove e sim dez. Primeiro ele afirma a mudança do sábado paro o domingo, Pg 65 e 66 e posteriormente a perpetuidade do Sabbath o dia de descanso e adoração, que é o quarto dos dez mandamentos, o qual o Pr Ciro descartou. 
O artigo do Pr Brian Schwertley se resume em três pontos principais, são eles:
1.      Razões teológicas para a observância do primeiro dia da semana;
2.      O dia de descanso na nova aliança;
3.      Perpetuidade do Sabbath
O Pr Brian, destaca que principal a razão para a os cristãos observarem o domingo em vez do sábado é que a obra redentora de Cristo é apresentada nas Escrituras como a nova criação, a criação de um novo mundo ou recriação (Rm 8.18-23; Is 65.17; Is 51.16). Ele firma que a mudança do Sabbath semanal a partir do sétimo dia para o primeiro dia foi antecipado em todo o Antigo Testamento.  Para defender tal mudança ele usa como base:
·         A circuncisão que ocorria no oitavo dia (ou primeiro dia da segunda semana de vida do bebê recém-nascido), a qual representava, nascimento, regeneração e recriação.
·         A ressureição de Cristo no primeiro dia da semana (1 Co 15.20; Mc 16.9), que registrou o início ou começo da nova criação.
·         O oitavo dia foi o dia da limpeza da contaminação (Lv 14.10; 15.14,29)
Com esses pontos citados acima, o Pr Brian quer dizer que na criação Deus instituiu para o homem o sábado do Éden e, na recriação feita por Cristo o sábado cristão ou primeiro dia da semana ou dia do Senhor ou simplesmente o domingo, como dia de descanso obrigatório para o cristão do Novo Testamento.

Agora veja a defesa do Pr Brian Schwertley, para a perpetuidade do Sabbath, acho que nem um adventista do sétimo dia faria defesa tão esplêndida e fundamentada como a que ele faz. Ele começa defendendo a perpetuidade do sábado, se valendo do texto bíblico de Hb 4. 9-10: 
Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus suas”.
 Explica que há três interpretações para essa passagem e destaca qual delas tem um apoio mais forte das escrituras. Acompanhe.
A primeira interpretação é que o descanso referido em Hb 4.9-10 é um tipo de descanso espiritual em Cristo. Quando uma pessoa crê em Cristo, ele deixa suas más obras, e toda a sua vida como um cristão é um descanso sabático longo. Assim o Sabbath semanal de Gn 2.2, era apenas um tipo de descanso do cristão em Cristo e já não vinculativa para a Igreja. Sobre essa interpretação Brian diz: “Não é correta”. Pois um exame do contexto (Hb 3.7; 4.11; 9.11) prova que o descanso sabático falado nos capítulos 3 e 4 é o descanso eterno no novo céu e nova terra consumados. Por tanto, não pode ser usada como prova contra o descanso semanal, porque aponta para o grande Sabbath escatológico, quando os crentes entram no seu descanso perfeito com Deus.
A segunda interpretação é que Hb 4.9, é na verdade uma declaração clara e explicita sobre o descanso semanal e não sobre o Sabbath futuro e eterno. O autor de Hebreus discute o descanso eterno futuro nos capítulos 3 e 4, mas em 4.9, ele estaria defendendo um Sabbath de descanso semanal. Um forte apoio para essa interpretação diz Brian, é o fato de que a palavra usada para descrever o descanso de Deus ao longo dos sois capítulos é uma palavra diferente da utilizada no versículo 9. Em Hb 3.11,18 e 4.1,3,5,10 e 11 a palavra grega usada para descanso é “katapauses” ver (G2663 Strong Português).


Mas em Hebreus 4.9, “Sabbatismos” é usada. (G4520 (Strong Português).


Embora seja verdade que ambas as palavras possam ser traduzidas como “descanso”, por que usar uma palavra diferente apenas uma vez, uma palavra geralmente traduzida como “Sabbath”? Para explicar esse fato, o Pr Brian cita Lee: “Katapausis” e “katapauo” na LXX [Septuaginta] são usados em relação ao repouso (sem interrupção e, portanto irrepetível) de Deus em Gênese 2.2-3 e Salmos 95. 11, mas sabbatismo é usado em Êxodo 16.30 e 2 Crônicas 36.21 para indicar a manutenção (intermitente e, por conseguinte, repetível) de um Sabbath em intervalos regulares.

Conclusão: o Sabbatismos de Hebreus 4.9, que o povo (salvos) de Deus deve manter, é o Sabbath intermitente, repetível e regular (semanal).
Brian ainda acrescenta: 
Essa interpretação é apoiada por outro aspecto do livro de Hebreus. O livro foi escrito para judeus que, sem dúvidas necessitavam de tranquilidade, dado o fato de que eles tinham (do ponto de vista judeu não convertido) que eles tinham virado as costas para a sua nação, quando eles seguiram a Cristo. Eles também precisavam ser advertidos de que a única maneira de realmente permanecer como povo de Deus e entrar no descanso eterno de Deus é pela fé.
CONCLUSÃO DE BRIAN. 
Finalmente a terceira visão de Hb 4.9-10, e que segundo Brian é majoritária, sustenta que o versículo 9 refere-se explicitamente ao Sabbath futuro e eterno do crente no céu. Mas implicitamente, ao sábado semanal. Esse versículo indiretamente estabelece a obrigação do Sabbath ainda, com o tipo continuado (descanso semanal) até o antítipo (descanso eterno) substituí-lo: Sacrifícios legais (sacrifícios de animais) continuaram até o grande Sacrifício (sacrifício de Jesus) antítipo o substituir. Como então o antítipo descanso sabático celeste não virá até que Cristo venha, o nosso Josué evangélico, para nos introduzir nele. Até lá o Sabbath típico terreno deve continuar.

Brian pode até estar certo quando afirma que o primeiro dia apontava para um recomeço, regeneração, limpeza ou recriação feita por Cristo. Todavia, não aponta para um descanso semanal para a igreja dos dias de hoje, como Brian quer,  pois não há mandamento bíblico para tal mudança, nem da parte de Jesus e nem da parte dos seus apóstolos, nem os mesmos, ordenaram à igreja  fazer diferença e separação de dias e dias COMO DEUS ASSIM DETERMINOU AOS JUDEUS. O descanso bíblico para os Judeus é  o sétimo dia de um ciclo, onde eles   trabalham seis e  descansam um, o sétimo pela contagem bíblia de Gn 2.2 da VELHA ALIANÇA.
Jesus Cristo é o nosso descanso do Sábado da Nova Aliança. Você poderá se surpreender ao descobrir que o descanso sabático da Nova Aliança se encontra em uma pessoa ao invés de um dia específico da semana! Parra isso leia O SÁBADO NO NOVO TESTAMENTO.
 Se os pastores de hoje querem por força fazer com que a igreja guarde um dia "da mesma forma que os judeus" que esse dia seja o sábado, pelo contrário, que fique sem haver diferença de dias. E QUE POSSAMOS DESCANSAR COMPLETAMENTE NA PESSOA DE CRISTO, COMO ELE MESMO CONVIDOU EM MATEUS CAPÍTULO 11. (LEIA)
 É minha opinião eté que o Espírito Santo mostre-me o contrário, pois é ELE QUE ENSINA TODAS AS COISAS DE DEUS.. 
Fontes:
Bíblia Sagrada
Manual do Obreiro. OS DEZ MANDAMENTO DA LEI DE DEUS. CPAD, Ano 35, Nº 57.






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